Os prefeitos dos municípios que fazem parte da AMEPAR (Associação dos Municípios do Médio Paranapanema) se reuniram na sede da Associação, na última sexta-feira (16). O objetivo foi fazer um balanço das ações realizadas ao longo de 2026 e alinhar perspectivas para o próximo ano. De acordo com os prefeitos, a expectativa é de uma relação produtiva entre a AMEPAR e o novo governador, Sérgio Moro, que assume o cargo em janeiro.

O presidente da AMEPAR e prefeito de Cambé, Conrado Scheller, disse que a relação institucional com o atual governador, Ratinho Junior, sempre foi muito boa e que, após conversa com o governador eleito, também viu sinais positivos.
“Pelos sinais, o governador Sérgio Moro está no mesmo caminho de ser municipalista, ouvir os prefeitos, porque os pactos são com as prefeituras e com as cidades, nunca com os prefeitos. Esperamos que os bons projetos continuem, estamos nos colocando à disposição do novo governador, principalmente para eventuais reajustes que sejam necessários”, disse.
Ainda de acordo com o presidente da AMEPAR, o novo governo tem que conseguir desatar nós burocráticos que prejudicam o andamento dos projetos nas cidades. “Quando o recurso não existe, a gente até entende, mas quando existe dinheiro e uma obra não sai por conta de questões burocráticos é inadmissível. O Paraná avançou, mas dá para avançar ainda mais”, afirmou.

O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, que também participou da reunião, disse que a maior preocupação dos prefeitos no momento é quanto aos compromissos que foram assumidos com o atual governo do estado.
“Hoje, por exemplo, a prefeitura de Londrina tem R$ 600 milhões em projetos protocolados junto ao governo do estado. As outras cidades também protocolaram projetos. Essa é uma das pautas que estamos levando para o novo governador para saber das perspectivas”, afirmou o prefeito. O prefeito Tiago Amaral também acredita que o governo Sérgio Moro será municipalista, mesmo que tenha um perfil diferente de Ratinho Junior.
“Por isso, é necessário que o novo governo estadual seja municipalista, é olhar para os municípios, que é onde as pessoas vivem, e não só para o Estado como um todo”, disse.