Os prefeitos dos municípios que fazem parte da Amepar participaram na sexta-feira (31), de uma reunião no Cismepar, o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema, em Londrina. Na pauta as discussões sobre o transporte de pacientes entre os municípios, as cirurgias eletivas e a situação na Santa Casa de Londrina. Representantes da 17ª regional de Saúde também participaram da reunião.

Para o presidente da Amepar e prefeito de Cambé, Conrado Scheller, a questão do transporte de pacientes precisa ser debatida para que haja mais eficiência e e divisão de responsabilidade, tudo não pode ser atribuído apenas aos municípios, principalmente os menores.
“Tem paciente que tem atendimento agendado em hospital de Londrina e a cidade de Cafeara, por exemplo, tem que mandar uma ambulância para transportar apenas esse paciente. São situações que parecem pequenas, mas que no dia a dia onera os municípios e traz transtornos para o próprio paciente”, afirmou.

Já o prefeito de Florestópolis e presidente do Cismepar, Onicio Souza (Nicinho), a legislação deveria ser seguida, pois ela determina que os hospitais são responsáveis pelo transporte de pacientes.
“É inadmissível que, por exemplo, um município que fica mais distante de Londrina, onde estão os grandes hospitais, seja obrigado a fazer o transporte dos pacientes entre hospitais quando isso seria responsabilidade dos próprios hospitais. Precisamos que o Governo do Estado dê um apoio maior aos hospitais para isto, a legislação diz que o hospital que acolhe o paciente é responsável pelo transporte, desde a entrada até a alta”, disse.

A reunião no Cismepar também reforçou o protagonismo da Amepar quanto a situação da Santa Casa de Londrina. Na segunda-feira (26), a associação já havia realizado uma reunião com o Ministério Público para tratar do assunto. De acordo com o Presidente Conrado Scheller, a Amepar está montando uma comissão para ir até a Santa Casa.
“Como não é possível harmonizar as agendas de 22 prefeitos ao mesmo tempo, a Amepar decidiu montar esta comissão que irá a Santa Casa, a direção do hospital está em contato conosco e disse que as portas estão abertas. Nós não estamos fazendo juízo de valor de ninguém, nós queremos fazer parte da solução e não aumentar o problema. Nós somos 22 cidades, quando um prefeito briga isoladamente por uma questão tem um peso, quando todos brigam juntos tem outro peso”, destacou.
